
Anjo da sorte!
Amor perdido, bandido de tanto querer.
O tempo contempla, o que ainda restou.
Margeia e conduz, numa sorte fatal.
Vira caminho convexo e estreito,
De tanta sorte tornou-se anjo vidal
Simulando ser um grandioso rei.
Transcrito sem letras, nem sombras.
Sem marcas gritantes e escuras,
Suaves por certo, em lugares grotescos.
Simbolizando amores perdidos e incertos.
Cobertos de prazeres que a vida é capaz
Rodopia, desafia e contudo, não se julga...
Ser o que é, um anjo solitário, de que a vida já fez.
Num instante trouxe a sorte, pra um dia descrever.
Traceja sinuosamente cada momento de prazer.
Ou se tem poderes, espera um dia revelar.
Acredita e transforma sonhos em fatal realidade
Prazeres em pura verdade, as soltas ainda vai dar.
Antes, confunde a sabe, já foi tão querido.
Conseguiu despertar outros amores adormecidos.
Finge ter medo de ser, e golpeia o azar.
Embala e toma forma de figura escultural
Transcende o inócuo da vida carnal
Anjo da sorte, simbolizando amores incertos.
Faz feliz quem quiser, basta saber a hora de amar.
Anjo seu, anjo meu, anjo de vida e luz.
Quem sabe nele estão contidos todos os segredos,
Segredos de quem, o verdadeiro amor não viveu.
Não descobriu que mora em cada um de nós
Poderes de espera, para um dia se desvendar.
[Wolney Tavares]
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