terça-feira, 22 de setembro de 2009

"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calma e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre."


Estima...


Por que sinto tal apreço?
Quando me pego pensando em ti,
Da sua beleza farta ao me olhar.

Seu sorriso ardente... Queima-me,
Então continuo fixa nesse doce pensar...
Por que quando sorri fico sem graça?
Desajeitada... Quando ficas a me olhar!


Por que quando me elogias,
Não tenho respostas espetaculosas?
E fico até vermelha... Atrapalhada!


Porque sua simples presença,
Faz-me mudar os sentidos de ser...
E me tropeço nas minhas próprias palavras...
Por que como menina, volto pra casa.


Como quem ganha um grande presente...
Rosto amadurecido e olhar de criança
Sentimentos presos, como ave na gaiola.


Medo de me soltar nesse vôo e perder.
Nos pressupostos valores morais.
Deste modo, impede de voar...
Penso eu... Será que no céu, faz-se assim?

Valores que deverão preservar?
A gente deixar de viver o desabrochar?...
Vale a pena? Ah! Menino lindo!


Lábios fartos de carência,
De sorriso maluco... E tão insano.
Como eu queria que não houvesse tal lei!
E nem proibidos ardil de amores!


E... Ser dona por um dia,
Do que guardas de tão sagrado em ti.
Sabores, essa erupção em chamas!


Poema: Ros@lions