segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sem você...

Sem você

Eu sem você
Sou barco a vagar
Sem rumo ou norte
Vagando no mar

Eu sem você
Sou noite sem luar
Um campo sem flor
Sou só desamor

Eu sem você
Sou alma a penar
Tristeza que vem
Meu Ser dominar

Eu sem você
Sou chama sem luz
Não tenho porquê
Sonhar ou viver

Eu sem você
Me sinto tão só
A olhar para o além
Sem você,não sou ninguém.


Nil Coelho

Eternidade

Eternidade

Nas surdas asas do vento...
Gritarei meus lamentos,
Que não deixei de querer – ti,
Preciso contar o quanto sofri.

Quando a morte impiedosa...
Arrancou - ti dos meus braços,
Abriu em meu peito uma ferida,
Transformou em tédio minha vida.

Mal posso esperar...
Os passos da morte de novo sentir.
E no meu último suspiro, vai comigo a esperança,
De rever-te outra vez.

No momento de reencontrar - ti
Cuvar-me-ei aos teus pés
Apenas para pedir
Que não me deixe mais sem ti...

Necessito da certeza de não ter te perdido,
Pra calar meu pranto tão sofrido.
Tocar seu rosto terno,
Com a felicidade que se fará eterna.

Nil Coelho

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ânsia...


Ânsia...
Com teus lábios irreais cheios de ternura e calma
Beija o meu Ser confuso de amargura,
Com teu óleo de paz e de doçura
Unge-me esta ânsia que não se acalma.

Quantas vezes a onda da loucura
Lançou-me aos pecados de sua alma
Que em mim não há censura, enfim
A mente nega, mas a alma almeja
Viver contigo essa paixão sem fim.

Põe então carinhosamente
A tua mão na minha fronte,
Acende, este corpo que te deseja
Até que eu seja então
Dia após dia, em sua estrada
Como um sol iluminando sua solidão.
Nil Coelho

Acredito em anjos


Eu acredito em anjos
E meu destino faz isto ter valor
Me ajuda a enfrentar qualquer coisa
Vejo a maravilha de um conto de fadas

Posso ver algo bom em tudo
Ainda acredito na sinceridade das pessoas
Na amizade incondicional
Mas não me diga que estou errada

Deixe-me acreditar que ninguém ama outra pessoa
Apenas pelas qualidades que ela tem,
Que o amor não é chegado a fazer contas,
E não obedece à razão.

O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo,
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério,
Pela paz que o outro lhe dá,
Ou pelo tormento que provoca.


Ama-se pelo tom de voz,
Pela maneira de olhar,
Pela fragilidade que se revela quando menos se espera
Amar não requer conhecimento prévio

Quem dera o amor não fosse um sentimento,
Mas uma equação matemática
Eu linda + você inteligente = dois apaixonados
Ainda preciso acreditar que existem pessoas

Que conseguem ser do jeito você exige e quer.

Ausência...

Ausência...

Deito, mas não consigo dormir
Estou na fronteira do sono e dos pensamentos,
Ambos se misturam
E não sei,se estou acordada ou a sonhar.

Lembro-me de ti,
Sinto o teu cheiro, a tua presença,
Não sei se é sonho se pensamento,
Mas sinto até teu coração bater,
Eu sinto a tua mão entre o meu peito,

Às vezes queria que tivesses aqui
Para poder adormecer ao seu lado
Mas você não está
E quando acordar sei que vou chorar
Porque sua ausência não consigo suportar.

Nil Coelho

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Juntos Novamente...

Juntos Novamente...

Para ter-te junto a mim
Mudaria tudo outra vez
Só para não ver o fim
Prolongaria o tempo, talvez.

Em meus sonhos nas madrugadas
Meu desejo por ti aflora
Palavras sussuradas
Por ti me sinto amada.

O mundo não vai nos separar
Nosso amor irá para eternidade
Porque veio de vidas passadas
Em ti está minha felicidade.

Nil Coelho

Engano...

Engano...

Enganei-me ao dizer
Pra você me esquecer
Junto a mim é seu lugar

Não suportaria mais te ver
Pois veria o sentimento renascer
Num desejo antes dormente

Enganei a mim mesma
Ao pensar que seria feliz sem você
Descobri que não dá pra viver
Sem sua presença em minha mente

Uma vida inteira a te adorar
A saudade sempre a maltratar
No coração mais uma vez ficou
A vontade imensa de te amar


Nil Coelho

Verdades...

Verdades...

Sua partida naquele instante,
Fez-se estilhaços cortantes,
Cortando impiedosamente meu coração.

Queria que ficasse,
Mas és livre, não pertence a mim.
Pensei ser forte, porém fui fraca...
Na minha fragilidade deixei-te partir.

Os amores que vieram depois...
Tornaram tão eternos
Quanto um pequeno grão
Que não resistiu ao sol do verão.

Nenhum deles sobreviveram
Amor assim não crescia, acabavam
Descobri que não deu
Secavam em minh'alma...
Porque meu amor por você nunca morreu.
Nil Coelho

Entre Linhas...

Entre Linhas...

Aprisionada e atropelada
Por uma vida mundana
Mentes insanas
Espero o fim...

Da min'alma brota sangue carmim
Temo não aguentar
Viver mais assim
Espero mesmo ver tudo isso acabar...

A razão se calou
E a mordaça voltou dominar
Com força total chegou
E mais uma voz se fez calar.

Nil Coelho

Não tente entender...


Não tente entender...

Sou e não sou ao mesmo tempo,
Vagueia em mim uma tempestade incessante...
Vou e volto por estradas conhecidas,
Encontro-me quando quero fugir de mim.

É no silêncio que encontro às respostas,
Das perguntas que não querem calar,
Mas, brado em vão...
Não importa, não serei omissa!

Estou certa de que algum vento,
Desviará os meus gritos para onde quero...
Para longe, onde nem posso chegar.

O que se faço quando estou sozinha?
Reflito... faço do meu quarto meu templo,
Basta-me apenas o silêncio.

Na imensidão cresce um vazio.
Escapa-me a inspiração,
Porém, permanece apenas a essência do meu Ser!


Nil Coelho

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Quantas vezes...


Quantas vezes...
No silêncio em nosso quarto
Você busca o meu olhar?

E me ensina tantas coisas
Pouco a pouco...
Bem devegar.


Quantas vezes em sigilo...
Você mostra o quanto é lindo
Este seu jeito de amar


Sempre me lembra...
Os motivos, os destinos
Que fizeram por se cruzar

O amar é o jeito tosco
E muito lindo de se expressar
Um sentimento

Que revela dia-a-dia
Em uma alma
O que se tem por dentro

Se revela no olhar
No simples toque
No desejo meu

E me mostra mais uma vez
Que o meu coração é teu

Quantas vezes você advinhou meus pensamentos?
Quantas vezes expressou seus sinceros sentimentos?

Sempre me encantando
A cada instante
E a cada olhar
Mostrando o quanto é belo
O sentimento de te amar


Amanda Luiz


NÃO...

NÃO...

Não consigo viver dominada por ninguém!
Quero viver meus próprios sentimentos!
Não quero uma vida de lamentos!
Minha liberdade é o meu maior bem!

Se eu deixar de ser eu mesma, serei quem?
Quantas máscaras usarei para tantos momentos?
Devo rir, pra ocultar meus sofrimentos?
Ou mentir pra mostrar que sou alguém?

Vou ficar em paz com minha consciência!

Jamais vou perder minha verdade!
Não vou passar pela minha existência!
E deixar que me roubem a sanidade!

Porque os passos que dou com liberdade,
São guiados não só pelas regras da razão,

Mas também pelo apelo do coração.



Nil Coelho e Amanda Luiz

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Em ti

Em ti

Se tenho em ti a brandura,
Razão da minha vida, pra viver.
Então, não me abandonas,
Não saberia me encontrar!

Do cingido que tange,
Teu corpo que mima todo meu.
Queima-me em labaredas
Me consome de uma só vez!

Então por que razão
Desconheço seus encantos,
Que envolvem os meus...
Deságuam-se tantos quantos!

Se me procuro ao te dar
Se comumente sou teu brado!
E assim perdura meu ser
Cosme... abarbarado... interminável!

Pasmado e gracioso...
Teimoso de dar dó
Ferido a ferro...
Infinito, delgado!

Somos nós,
Em segredos, absolutos.
Queimando em labaredas...
Teimosos de dar dó!


Wolney Tavares

Quando te levas de mim!


Quando te levas de mim!

Por onde andas não sei
Só deixaste saudades sem explicar
Ou se queres assim me deixar.
Podias como sempre fez, me falar!

Se no teu caminho encontrares
Em teus sonhos, sonhares.
A saudade que te faça lembrar
Sou eu quem procura por ti.

Não sei... Fiz-me perder no espaço
No compasso que a vida dá
Por não saber como fazer
Ou quase sempre como faço!

Procuro por minhas razões
Outro pretexto pra me convencer
Quero rançar da minha alma
Esse jeito louco de te querer

Pois já que, assim não posso entender.
Ainda procuro por fim,
Se devo esquecer de todo ardor
Se fores tu que, procura esquecer de mim.

Mata-me antes que eu te esqueça,
Já que assim se fez, e não posso entender.
As razões por onde andas não sei
Sem ao menos me falar !

Não tenho porque me desculpar
Esse jeito louco de te gostar
Por não saber como fazer
Fiz-me perder

Por onde andas não sei
Que eu morra antes, possa te esquecer.
Não sei... Como faço?
Quando te levas de mim!


Wolney Tavares

Grito final

Grito final

A vida parece um show!
Abrem-se as cortinas para o espetáculo
Tão somente conhecemos um clarão que reluz.
Quando nos é dado o momento de nascer

O espetáculo da vida... vai começar
Tudo agora dependerá da nossa imaginação
Aplausos,
vaias, sorrisos e lágrimas.
É a vida... despida, pintada, enfeitada.


Corpo e alma dançam desvairadamente
Segue-se o ritmo frenético do bailado.
“Quem vai ficar, quem vai partir”... vai.
Concebemos, dançamos, choramos e sorrimos

É a vida...
Antes que as cortinas possam fechar
Quantos vieram pra fazer o melhor
Quantos melhores, do show nem puderam participar.

No espetáculo da vida... a vida vai!
Num repente, que não se repete, tudo vai findar,
A última nota musical
O show já terminou...

Quantas vezes nem se percebe
O grito final, a vida...
Findou!


Wolney Tavares

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Linda!

Linda!

Ah! Minha linda...
Existe em mim, dois seres,
Um que perdoa e outro que padece.

Em certos momentos,
Fico confuso, não sei bem,
Com qual deles devo-me justar.

Diante de tanta dedicação,
Ainda por vezes falho em tê-los,
Não sou tão perfeito como você merece.

Às vezes... Perdôo e padeço,
Outras vezes... Padeço em perdoar.
Um misto, alma sagrada e gente que chora!

Ainda que eu cale...
Peco em imaginar o que não sei,
Julgo perdoar o que não vi... Não sei!

Diante de tanto zelo,
Ainda que eu me debruce em silêncio...
Percebo que posso ainda mais te magoar!

Por vezes...
Procuro me encontrar!


Wolney Tavares

Como posso te entender

Como posso te entender

Só preciso entender
Esse teu jeito gostoso de ser
Tua maneira de amar!

Mesmo que não venha acontecer
Não vou deixar de te querer
Nem mesmo, consigo imaginar.

Como pude tanto
Um dia fazer, tu me procurares.
Agora só quero saber

Se de tanto amor, assim foi...
Capaz de me desprezar
Não poder esperar!

Só quero saber, pra eu entender,
Como vou ficar na tua maneira de amar.
Como posso entender.

A dor mais doída
Saudade mais querida
Que me faz... te querer !

Nesse teu jeito gostoso
Só preciso entender...
Teu modo de amar!

Wolney Tavares