quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Não tente entender...


Não tente entender...

Sou e não sou ao mesmo tempo,
Vagueia em mim uma tempestade incessante...
Vou e volto por estradas conhecidas,
Encontro-me quando quero fugir de mim.

É no silêncio que encontro às respostas,
Das perguntas que não querem calar,
Mas, brado em vão...
Não importa, não serei omissa!

Estou certa de que algum vento,
Desviará os meus gritos para onde quero...
Para longe, onde nem posso chegar.

O que se faço quando estou sozinha?
Reflito... faço do meu quarto meu templo,
Basta-me apenas o silêncio.

Na imensidão cresce um vazio.
Escapa-me a inspiração,
Porém, permanece apenas a essência do meu Ser!


Nil Coelho

Nenhum comentário: