quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Ânsia...


Ânsia...
Com teus lábios irreais cheios de ternura e calma
Beija o meu Ser confuso de amargura,
Com teu óleo de paz e de doçura
Unge-me esta ânsia que não se acalma.

Quantas vezes a onda da loucura
Lançou-me aos pecados de sua alma
Que em mim não há censura, enfim
A mente nega, mas a alma almeja
Viver contigo essa paixão sem fim.

Põe então carinhosamente
A tua mão na minha fronte,
Acende, este corpo que te deseja
Até que eu seja então
Dia após dia, em sua estrada
Como um sol iluminando sua solidão.
Nil Coelho

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