
Ânsia...
Com teus lábios irreais cheios de ternura e calma
Beija o meu Ser confuso de amargura,
Com teu óleo de paz e de doçura
Unge-me esta ânsia que não se acalma.
Quantas vezes a onda da loucura
Lançou-me aos pecados de sua alma
Que em mim não há censura, enfim
A mente nega, mas a alma almeja
Viver contigo essa paixão sem fim.
Põe então carinhosamente
A tua mão na minha fronte,
Acende, este corpo que te deseja
Beija o meu Ser confuso de amargura,
Com teu óleo de paz e de doçura
Unge-me esta ânsia que não se acalma.
Quantas vezes a onda da loucura
Lançou-me aos pecados de sua alma
Que em mim não há censura, enfim
A mente nega, mas a alma almeja
Viver contigo essa paixão sem fim.
Põe então carinhosamente
A tua mão na minha fronte,
Acende, este corpo que te deseja
Até que eu seja então
Dia após dia, em sua estrada
Como um sol iluminando sua solidão.
Dia após dia, em sua estrada
Como um sol iluminando sua solidão.
Nil Coelho
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