terça-feira, 22 de setembro de 2009
Estima...
Por que sinto tal apreço?
Quando me pego pensando em ti,
Da sua beleza farta ao me olhar.
Quando me pego pensando em ti,
Da sua beleza farta ao me olhar.
Seu sorriso ardente... Queima-me,
Então continuo fixa nesse doce pensar...
Por que quando sorri fico sem graça?
Desajeitada... Quando ficas a me olhar!
Por que quando me elogias,
Não tenho respostas espetaculosas?
E fico até vermelha... Atrapalhada!
Porque sua simples presença,
Faz-me mudar os sentidos de ser...
E me tropeço nas minhas próprias palavras...
Por que como menina, volto pra casa.
Como quem ganha um grande presente...
Rosto amadurecido e olhar de criança
Sentimentos presos, como ave na gaiola.
Medo de me soltar nesse vôo e perder.
Nos pressupostos valores morais.
Deste modo, impede de voar...
Penso eu... Será que no céu, faz-se assim?
Valores que deverão preservar?
A gente deixar de viver o desabrochar?...
Vale a pena? Ah! Menino lindo!
Lábios fartos de carência,
De sorriso maluco... E tão insano.
Como eu queria que não houvesse tal lei!
E nem proibidos ardil de amores!
E... Ser dona por um dia,
Do que guardas de tão sagrado em ti.
Sabores, essa erupção em chamas!
Poema: Ros@lions
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Vida nossa
O homem em sua essência
Vem D’alma para a “vida”
Possui em suma, uma estrutura triúna.
Fecundidade divina, concebida.
Há sempre de ser, espírito, alma e corpo.
Ruach - Espírito traduzido pelo “sopro”
Psyché - Alma que se faz por “vida”
Corpo, presente que transita "o escopo"!
Com as paixões e desejos,
Tornam-se nele, subjetivas as graças “Divinas”
Pois a vida, em tudo consiste no aprender
Para alcançar uma "vida de glórias"...
O “sopro da vida” almas e espíritos!
O ato consumado do amor,
Que é uma disposição da alma,
Na busca da plenitude do corpo,
No qual ela própria habita!
Triúna...
Corpo...
...alma "Psyché"
...espírito "Ruach"!
No “sopro da vida”
Feitos para amar!
Vem D’alma para a “vida”
Possui em suma, uma estrutura triúna.
Fecundidade divina, concebida.
Há sempre de ser, espírito, alma e corpo.
Ruach - Espírito traduzido pelo “sopro”
Psyché - Alma que se faz por “vida”
Corpo, presente que transita "o escopo"!
Com as paixões e desejos,
Tornam-se nele, subjetivas as graças “Divinas”
Pois a vida, em tudo consiste no aprender
Para alcançar uma "vida de glórias"...
O “sopro da vida” almas e espíritos!
O ato consumado do amor,
Que é uma disposição da alma,
Na busca da plenitude do corpo,
No qual ela própria habita!
Triúna...
Corpo...
...alma "Psyché"
...espírito "Ruach"!
No “sopro da vida”
Feitos para amar!
Wolney Tavares
Minha alma desvairadaPelas colinas corre!...
Numa corrida desenfreada
Cai no vale e morre!...
Meu espírito a acorda
Não!...não é hora de partir
Aqui tens de ficar
Não mais do mundo fugir.
Fugir da raiva, do ódio
Incompreensão e maldade
Se vangloreiam do alto do pódium
Triste é não haver humildade!...
Grande erro!...pobres seres
Todos erramos,
Errados já nascemos
E errados morreremos.
As almas
«(...)As almas gemeas quase nunca se encontram, mas, quando se encontram, abraçam-se. Naqueles momentos em que alguém diz uma coisa, que nunca ouvimos, mas reconhecemos não sei de onde. E em que mergulhamos sem querer, como se estivéssemos a visitar uma verdade que desconfiávamos existir, de onde desconfiamos ter vindo, mas aonde não tínhamos conseguido voltar.O coração sente-se. A alma pressente-se. O coração anda aos saltos dentro do peito, a soluçar como um doido, tão óbvio que chega a chatear. Mas a alma é uma rocha branca onde estão riscados os sinais indeléveis da nossa existência. (...) Gemea não é igual. É parecida. Não é um espelho. É uma janela. Não é um reflexo. É uma refração. (...) O desejo de encontrar uma alma gemea não é o desejo de reafirmarmos a unicidade da nossa existência através de outro que é igual a nós. É precisamente o contrário. É poder descansar dessa demanda. No fundo, todos nós duvidamos que tenhamos uma alma. Senão não falávamos tanto dela.Uma alma gemea é a prova que não estamos sozinhos. (...) O estado normal de duas almas gemeas é o silêncio. Não é o "não ser preciso falar" - é outra foma de falar, que consiste numa alma descansar na outra. Não é a paz dos amantes nem a cumplicidade muda dos amigos. Não precisa de amor nem de amizade para se entender. As almas acharam-se. Não têm passado. Não se esforçaram. Estão. É essa a maior paz do mundo. Como é que um ninho pode ser ninho doutro ninho? Duas almas gemeas podem ser.
Como é que se reconhece a alma gemea? No abraço. (...) Quando duas almas gemeas se abraçam, sente-se o alívio imenso de não ter de viver. Não há necessidade, nem desejo, nem pensamento. A sensação é de sermos uma alma no ar que reencontrou a sua casa, que voltou finalmente ao seu lugar, como se o outro corpo fosse o nosso que perdêramos desde a nascença. (...) As almas gemeas revelam-se uma à outra. Não são iguais. Mas revelam-se de forma igual. Como se tivesse surgido, de repente, uma língua que só os dois conseguissem falar. (...) Toda a angústia do eu se dissipa. É-se inteira e naturalmente aceite. Sem perguntas. Sem condições. Sem promessas. E mergulha-se no outro como se já não fosse preciso existirmos.»
Miguel Esteves Cardoso, Explicações de Português
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Anjo de Deus
Era um anjo de Deus Que se perdera dos céus
E terra e terra voava
A flecha que o acertara
Partira do arco traidor
Porque as penas q levava
Não eram penas de Amor.
O Anjo caiu ferido
E se viu aos pés rendido
Do tirano Caçador
De asa morta e sem esplendor
O triste peregrinado
Por este vale de dor
Andou gemendo e chorando.
Vi-o eu o Anjo dos Céus
O abandonado de Deus
Vi-o eu nessa tropelia
Que o mundo chama de 'Alegria'
Vi-o a taça do prazer
Por seu lábio que tremia
E só Lágrimas beber.
Ninguém mais na Terra o via
Era só eu que o conhecia...
Eu que já não posso amar!
Quem o havia de salvar?
Eu que numa sepultura
Me fora vivo enterrar?
Loucura!Ai cega loucura!
Entre os anjos dos céus
Faltava um Anjo ao seu Deus
E remilo ,resgata-lo
Daquela infâmia salva-lo
Só a força do amor podia
Quem desse Amor há de ama-lo
Se ninguém o conhecia?Eu Só!
Eu morto e descrido
Tive o arrojo atrevido
De amar um anjo sem luz
Cravei-o Eu nessa cruz
Minha alma que renascia
Que toda em sua alma pus
E o meu ser se dividia
Porque 'ele' outra alma não tinha
Outra alma senão a minha...
Tarde! Tarde o conheci
Porque o meu ser perdi
E 'ele' à vida não volveu
Mas da morte que morri
Também o infeliz morreu....
(Garret)
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