sexta-feira, 26 de março de 2010

Sozinha


Minha mente está a procura do nada
Nessa melancolia em que me vejo outra vez
Mais uma noite acordada

Como a lua no céu que vive sozinha
Rodeada de estrelas brilhantes
Mas sem nenhum carinho

Da minha janela, enquanto descando
Contemplo-a em seu quarto minguante
A espera de um amante

És a pupila do tempo
Na ciranda das horas
Que passa sozinha

No espetáculo que vejo
Parece uma vitrine suspensa
Como a jóia mais rara

As nuvens em movimentos desordenados
Abandonam-ti na madrugada
Deixando a noite e eu amarguradas
Nil Coelho

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